Ontem eu estava olhando as imagens da ecografia. Aquela coisinha pequenininha que vive dentro de mim, "meu bichinho" como eu digo carinhosamente.
Fiquei refletindo sobre esta situação. Eu não o sinto, nunca o vi, nem toquei nele, nem mesmo consigo perceber que ele é real. As vezes fico pensando: será que eu posso dizer que o amo? Eu o desejo, mas amar? Não é forte demais?
É engraçado por que não posso dizer que há um sentimento entre nós, pois isto nasce do relacionamento. Mas alguma coisa há entre nós!
Apesar de nem senti-lo, saber que ele está aqui faz com que eu cuide meus horários de comer, dormir, cuide a qualidade do que como, procure me exercitar, tome vitaminas, tome bastante água. Engraçado que eu faço isso por alguém que eu nem conheço!
Então que sentimento é este que eu tenho pelo bebê?
Quando lemos livros sobre relacionamento (coisa que eu adoro) os escritores sempre enfatizam que amar não é um sentimento, é uma escolha! Escolher amar alguém faz com que desenvolva por ele(a) o amor.
Pensando nisso é que percebi qual sentimento eu tenho por este "grãozinho de arroz"... eu o amo! E não há nada de hipocrisia em dizer que amo meu bebê, afinal eu escolhi amá-lo(a) antes mesmo que fosse gerado(a). Não porque ele conquistou meu amor, mas porque eu decidi amá-lo por todos os dias da minha vida. E no dia em que eu colocar os meus olhos nele(a) vou ficar completamente apaixonada! A ponto de dar a minha própria vida por ele(a) se for necessário!
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